sábado, 5 de agosto de 2006



MANDALAS

Venho desenhando mandalas há mais de 20 anos e ainda sou surpreendida por elas. Sintetizei aqui algumas informações sobre o tema, mas o mais importante é sentir o que cada uma delas nos transmite.

Todas as pessoas deveriam desenhar mandalas, mesmo que não tenham conhecimento e nem prática de arte. Relaxar e deixar o lápis ou o pincel correr pelo papel em branco e depois observar ou melhor sentir o resultado é um ótimo exercício de meditação. Deixar vir à tona o inconsciente, liberando sentimentos em forma de símbolos e cores pode nos ajudar a conhecer um pouco mais sobre nós mesmos.

A palavra “MANDALA” em sânscrito, significa “centro”, “círculo mágico”, “mistério”. Geralmente é representada por um círculo dentro de um quadrado ou vice-versa, mas pode ser também construída com outras formas geométricas, sempre evidenciando a harmonia das formas. Sua característica mais importante é o seu traçado sempre feito em torno de um centro, geralmente obedecendo a eixos de simetria. Entretanto seu contorno exterior não é forçosamente circular, mas dá a idéia de irradiar-se de um centro ou mover-se em direção a ele. Por isto, quando alguém observa uma mandala às vezes tem a sensação de que ela se movimenta e pulsa levando a atenção do observador para o centro.

As mandalas são usadas desde a antiguidade por diversas culturas para a meditação, concentração e harmonização. Podemos observá-las nas rosáceas dos vitrais das catedrais, no calendário maia, nos monastérios tibetanos e nas mais antigas inscrições da humanidade. Elas representam a totalidade do cosmos e o lugar que o ser humano ocupa nele.

Como a natureza é o reflexo do Todo, ao observá-la poderemos identificar mandalas sob diversas formas, tamanhos e cores como nas flores, frutas, conchas e na íris dos nossos olhos.

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