segunda-feira, 19 de novembro de 2007


UMA PRISÃO CHAMADA PRECONCEITO

Como temos visto, o preconceito tem sido a causa de grande parte do sofrimento humano. Os preconceituosos e os descriminados por esses, são todos vítimas da ignorância sobre o assunto, pois desconhecem que os preconceitos são gerados a partir de julgamentos errôneos baseados em sentimentos de baixa auto-estima, egocentrismo e outros “ismos”.

Será que as pessoas já pararam para pensar de onde vem a sua rejeição por pessoas de outras raças ou que tenham uma formação diferente da sua ou ainda a indiferença que sentem por outras? Elas se julgam realmente melhores ou na verdade o que elas têm é um grande temor de serem mais fracas ou piores? Baseadas em quais parâmetros são feitos esses julgamentos e rotulações que acompanham a humanidade através da história, separando seres humanos em grupos onde as diferenças são vistas como empecilhos para uma convivência pacífica e enriquecedora?

O preconceito nos aprisiona, pois ele não deixa que enxerguemos além, que tenhamos novas experiências. Precisamos nos abrir para novas idéias, novas perspectivas, ir fundo nos nossos sentimentos e questionarmos a sua causa. Será que estamos satisfeitos com a nossa pessoa? Será que nos sentimos ameaçados de alguma forma? Por que e por quem? Aceitamos o nosso ser como ele é ou estamos sempre querendo ser outra pessoa? Por que nos julgamos superiores ou mesmo inferiores?

Acho que o preconceito maior é aquele que sentimos por nós mesmos, por não acreditarmos na nossa capacidade de enfrentar a vida. Normalmente nos apegamos a imagens ilusórias incutidas na nossa mente por julgamentos milenares que nos apontam e às vezes nos castigam. Nos deixamos levar por essas marcas e nos condenamos à separatividade, criando grupos elitizados, alimentando ainda mais o preconceito.
Ainda bem que alguns se rebelam e conseguem enxergar que o preconceito é uma forma de prisão, que paralisa e cega, pois realmente é um sentimento ilusório e triste que afasta as pessoas umas das outras criando conflitos e desamor.

E o que podemos fazer para nos libertarmos disso?

A espiritualidade nos ensina que a solução está na aceitação de que existe luz em todas as criaturas e circunstâncias e que as diferenças que existem são para serem somadas, pois elas se completam. Nada pode ser mais enriquecedor do que o aprendizado através do relacionamento entre as pessoas. Como é reconfortante descobrir no outro o mestre que estávamos esperando para esclarecer aquela dúvida enlouquecedora, não é mesmo?

A cada dia surgem novas oportunidades de crescimento, por isso precisamos estar atentos e livres para viver com profundidade tudo o que nos é colocado, sem preconceitos, abrindo o coração e a mente para o novo, o inusitado, o diferente, o estranho, observando, ouvindo, aprendendo.

Paz.