quarta-feira, 28 de novembro de 2007



VOCE TEM MÊDO DE QUÊ?


Você já parou prá pensar porque sente medo e qual a sua causa? O que te deixa paralisado, sem reação, com a sensação de incapacidade para enfrentar certas situações? Este sentimento apesar de muito complexo e enraizado, é apenas uma ilusão do ego.

Eu Superior = Reflexo da Totalidade = O Todo e Eu somos UM
Ego = Reflexo da Separatividade = O Todo está além de mim, portanto sou só e fraco = medo

O sentimento do medo faz parte da cultura humana, pois é muito comum as pessoas que acreditam serem mais fortes ou superiores dominarem aquelas que se julgam mais fracas. O sentimento de incapacidade ou de fraqueza é o resultado da crença ilusória da separatividade entre o Todo e o indivíduo.

Somos o que acreditamos ser.

Somos as nossas próprias crenças e responsáveis pela nossa própria vida, pelo que desejamos e atraímos. Aqui cabe lembrar a história de Davi e Golias, mostrando que nem sempre aquele que parece mais forte é...

A causa da maioria dos medos está enraizada na nossa experiência diária, pois desde que nascemos, somos levados a acreditar na nossa incapacidade através de imagens criadas pelos nossos pais, por alguns professores, pelos nossos “mui amigos” e pela sociedade também.

Deveríamos ser aquilo que determinaram para nós, ou seja, reflexos dos seus desejos, fraquezas, preconceitos, decepções e recalques, mesmo que inconscientes. Não estamos julgando se a intenção deles é prejudicar ou não, pois a maioria realmente é inconsciente do seu próprio Eu. Esse sistema acompanha a história humana há milênios.

Deveríamos ser seguidores obedientes, que não retrucam e nem lutam contra a manipulação ou dominação. Por exemplo: é comum durante a nossa infância escutarmos conselhos como: não faça isso senão o monstro te pega! - não para nos proteger, mas para nos ter sob controle. Um monstro no nosso inconsciente é algo que está muito além da nossa capacidade humana não é mesmo? Diante dessa imagem aterradora nos sentimos inferiores e assim vamos tornando-nos “ilusoriamente” fracos e oprimidos diante dos desafios. Não quero dizer que os outros sejam totalmente responsáveis pelos nossos medos; nós também somos responsáveis sendo passivos, pois a vida sempre nos dá a oportunidade de nos rebelarmos e descobrirmos a verdade sobre nós mesmos, de vencermos os nossos medos nos colocando frente a frente com eles.

Dizem que o medo nos protege em questões de sobrevivência, tudo bem, mas até que ponto o medo real se confunde com o medo irreal e nos paralisa em relação as nossas questões mais profundas? Ser cuidadoso e consciente é diferente de ser medroso. A maioria das pessoas tem medos infundados, principalmente em relação a si mesmas. Isso reflete baixa auto-estima, estagnação diante dos problemas, incapacidade de agir, de tentar por medo de errar.

Para vencer o medo, precisamos resgatar o herói que existe dentro de nós. O Herói ou heroína é o Eu Integral, aquela parte de nós que está eternamente ligada ao Todo, que possui a sabedoria e força necessária para transpor qualquer obstáculo interior ou exterior. O Herói é aquele que liberta do “mal”, ou seja, da sombra, da nossa ignorância em relação a nós mesmos.

Precisamos nos conscientizar que somos capazes de enfrentar a vida em todos os seus aspectos, seja em circunstâncias difíceis, durante doenças ou quando temos que encarar pessoas aparentemente mais fortes, (ninguém é melhor ou pior do que ninguém), etc.. É preciso acreditar na nossa própria luz, na nossa capacidade divina de solucionar qualquer problema. É preciso estar ciente do Todo e da sua força libertadora.

A meditação tem o objetivo de ajudar aos que praticam a encontrarem as respostas para as suas dúvidas e inquietações. Este trabalho é direcionado ao ser integral, e propõe o resgate da identidade cósmica de cada ser, à reintegração e religação ao Todo em consciência.

Amor sempre Amor,

Namastê,

Márian