quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008


SILÊNCIO

Exercitar o Silêncio é deveras bem difícil, não é mesmo?


Muitos de nós falamos às vezes de forma descontrolada e impensada, deixando que os nossos sentimentos que nem sempre são positivos se materializem. Quando fazemos isso, sem querer estamos dando força a eles, tornando-os mais intensos e difíceis de serem resolvidos.


A maioria das pessoas fala sem nenhuma consciência, não tem paciência para ouvir o que os outros têm a dizer, aliás, não sabe escutar nem o próprio coração, pois como o Eu Superior não passa a mão na cabeça, geralmente as suas respostas são difíceis de aceitar. Gostam de ouvir apenas que estão sempre com a razão, que são perfeitos, que são vítimas, etc. e tal. A verdade é que enquanto não mergulharmos no silêncio estaremos sempre alimentando a nossa mente egóica e imatura que teima em se impor não apenas a nós mesmos, mas aos outros como uma forma de se afirmar, misturando verdades e mentiras e tornando a fala apenas um espelho da personalidade e não a sabedoria interior que sempre partilha o conhecimento eterno.

Precisamos entender que somos silêncio consciente em nossa mônada, espelho do Todo sapiente; somos o Silêncio Cósmico, eloqüência do Sagrado. O contato com este silêncio abre o nosso coração e nos dá a constatação de que nada pode ser acrescentado, que no nosso âmago estão todas as respostas que precisamos para seguir em frente e sermos banhados pela graça. Este é o despertar cósmico e cura para todo o sofrimento.
O trabalho da meditação Soluz foca sempre a necessidade de estarmos em contato profundo com o nosso Eu através da meditação, do Silêncio. A meditação no silêncio nos torna mais atentos e treinados para que quando o nosso ego tentar nos afastar do nosso centro pacífico, ele seja imediatamente identificado e pesquisado com profundidade e seriedade antes de se exprimir na fala. Não podemos ser dependentes da experiência interna do outro, precisamos fazer as nossas próprias descobertas, pois enquanto formos escravos da nossa mente agitada não seremos donos do nosso próprio nariz, seremos sempre subordinados as influências externas.

A troca de informações teóricas é importante apenas para confirmar o que o nosso Eu nos diz, pois a verdadeira sabedoria está no Silêncio, na União com o Todo.
Aprendamos então a silenciar a mente e a ouvir o nosso SAGRADO EU.

Namastê,

Márian