quinta-feira, 23 de outubro de 2008




CRISE FINANCEIRA - QUAL É O VALOR DO DINHEIRO?


Vimos, nos últimos dias, um verdadeiro caos no sistema financeiro mundial. Bancos falindo, queda nas bolsas do mundo inteiro e uma total falta de perspectiva sobre o futuro dos mercados. Presenciamos os governos das grandes economias criarem planos de ajuda baseados em dinheiro sem lastro e que não transmitem confiança, pois todos já sabem que aqueles que comandam e dirigem as instituições financeiras é que serão os verdadeiros beneficiados.

Bem, este caos já era previsto não só pela espiritualidade, mas também por alguns cientistas econômicos. Como todos sabem, estamos vivendo um período de transformação e isso inclui não só a restituição dos verdadeiros valores, mas também a queda de um sistema no qual a ilusão na matéria e no poder monetário sobrepujou os mais fracos, alargando a linha divisória entre a riqueza e a pobreza, aumentando a desigualdade humana em todos os sentidos.

Talvez furacões e tsunamis sejam catástrofes menores diante da fome e da miséria, reflexos tristes do egoísmo e da negligência humana. A falta de compaixão e de companheirismo entre nós gerou um sistema no qual reinam o conflito e a competitividade, onde a desculpa pela sobrevivência nos fez esquecer que somos todos irmãos. Isso gerou um karma que só será dissolvido quando entendermos qual é o verdadeiro valor do dinheiro, baseado em quê ele foi criado, o que ele simboliza, qual é sua função e seu objetivo.

Se formos pesquisar na história, o dinheiro foi criado para facilitar o sistema de trocas que era baseado na necessidade de cada um. Mas, os seres humanos egoístas viram nele um instrumento para alcançar o poder e também descobriram que ele podia ser multiplicado não pelo esforço, mas pela especulação. Começaram a emprestar e vender dinheiro, cobrando juros em cima de juros, torcendo para que os seus devedores ficassem com dificuldades para quitar suas dívidas e assim pudessem tomar seus bens, expandindo ainda mais suas riquezas. Enfim, se enriqueceram à custa da ingenuidade e miséria alheias.

Movidos por esses sentimentos fizeram guerras, tomaram terras, fizeram escravos, entupiram seus cofres de ouro e de prata, sempre querendo mais, muito mais até que chegaram nesta situação, sufocados por sua ganância sem limites. Cegos pela cobiça não perceberam que estavam caindo no abismo. Bem, agora é tarde, nenhum plano de ajuda dará fim a essa crise financeira e esse sistema finalmente sucumbirá. O dinheiro deveria circular, deveria ser compartilhado assim como toda energia, mas alguns quiseram retê-lo somente prá si e isso gerou o apodrecimento da humanidade.

Seus fiéis seguidores acreditaram tanto no seu poder que se esqueceram de quem realmente são; viraram zumbis que, transtornados, pensam ser os bens que possuem e que, se os perderem, deixarão de existir. Parece loucura, não? E É. Eles estão perdidos e desesperados por ainda não perceberem a espiritualidade como causa e objetivo de tudo o que existe; ainda estão apegados à matéria e aos prazeres ilusórios ligados a ela. Até mesmo pessoas bem intencionadas e que se dizem espiritualizadas se deixam levar pelos caminhos enganosos da matéria e tentam justificar seus ganhos, às vezes exorbitantes, dizendo que o dinheiro é criação divina.

Para acessar um novo nível de consciência a humanidade vai precisar sair desse abismo conscientizando-se de que todos nós precisamos uns dos outros e de que ninguém é melhor do que ninguém; que os bens materiais e o poder mundano não trazem felicidade e que apenas o SERVIR INCONDICIONALMENTE pode realizar o SER.

O ser humano vai precisar aprender a se conectar com a abundância e a bem aventurança divina, se abrindo para receber as graças da Luz, vivendo cada instante da vida como uma dádiva! Vai precisar aprender a doar sem limites, compartilhando com seu irmão e irmã sem restrições e sem pensar no dia de amanhã; só assim poderemos criar um novo sistema baseado na fraternidade e igualdade, onde todos tenham as mesmas oportunidades e o seu valor como ser humano reconhecido, independentemente de raça ou qualquer outro mérito mundano.

Uma nova Humanidade, uma nova Terra.

No Amor e na Luz,


Márian