segunda-feira, 29 de dezembro de 2008


NATAL
De acordo com a tradição cristã, desde o século IV o nascimento de Cristo é comemorado no dia 25 de dezembro, mas segundo estudos, essa não é a data real. Na verdade, este dia foi adotado pela Igreja Católica para que coincidisse com a data da festividade romana dedicada ao "nascimento do deus sol invencível"(Natalis Invistis Solis), que comemorava o solstício de Inverno.
Entre os dias 17 e 22 de dezembro os romanos também celebravam a Saturnália, festa em honra ao deus Saturno, um período de alegria e troca de presentes e no dia 25 de dezembro era festejado o nascimento do deus persa Mitra, chamado Sol da Virtude. Portanto, a igreja em vez de proibir essas festividades, mudou o seu significado num esforço para converter os pagãos.

Bem, independente se esta é ou não a verdadeira data do nascimento de Jesus, o que importa é o que a sua mensagem representa para nós. Esse ser iluminado surgiu na Terra há 2008 anos para nos trazer a chave da realização do reino de Deus, não só dentro de nós, mas em todo o nosso planeta.

A mensagem de Amor que ele nos deixou liberta, regenera e exalta a divindade existente em todas as criaturas. Nos poucos anos em que viveu aqui, ele nos ensinou a servir com humildade e compaixão aos nossos semelhantes sem esperar nada em troca e a estarmos sempre agradecidos pela vida que o Pai nos ofertou. Mostrou que o caminho do amor e da paz nos leva diretamente a Luz do entendimento.

A celebração real do Natal é o despertar interior da Consciência Crística. Adquirimos essa consciência quando alcançamos o entendimento e a experiência da Unidade, quando em meditação expandimos a nossa consciência e nos sentimos o próprio universo de amor, e percebemos a nossa interligação com tudo o que existe. É o Cristo que nasce em nós. Compreendemos que a nossa mente é uma pequena onda no oceano da Consciência Cósmica no qual Cristo habita.

Para celebrarmos verdadeiramente o Natal, precisamos sentir a presença do Cristo dentro de nós por meio de profunda meditação devocional e de uma firme resolução de moldar as nossas vidas em Jesus - sempre compassivo e pleno de amor por Deus. O espírito sublime e imbatível de Cristo refletia sempre a sua unidade com o Pai Celestial e ele nos demonstrou não só em palavras, mas também em cada passo seu como deixar de lado o pequeno eu para servir e amparar o próximo, substituindo atitudes negativas e hostis por sentimentos de bondade e perdão.

Neste Natal, vamos meditar nas palavras amorosas e eternas de Jesus, nos seus ensinamentos de sabedoria, e encontraremos inspiração e renovação refletindo reverentemente sobre sua vida altruísta. Façamos das divinas qualidades de Jesus não apenas ideais a serem admirados a distância, mas verdades a serem praticadas pessoalmente, a fim de trazer luz e alegria a cada aspecto da nossa própria existência.

Se meditarmos profundamente todos os dias, iremos conhecer o Cristo personificado como uma Presença vibrante em nossas vidas; e, com crescente devoção, perceberemos o “pequeno eu” envolvido pelo “Cristo Infinito”. No silencio interior, invoquemos Cristo constantemente em oração: “Ó meu Cristo, torna-te real para mim. Vem a mim. Eu te dou meu amor”. O ardor magnético de nossos corações atrairá as bênçãos onipresentes do amor de Deus e de Cristo. Receber e oferecer esse Amor Divino é a alegria do Natal.

Vamos orar para que o verdadeiro espírito sagrado do Natal, o espírito sempre vivo de Cristo, preencha nossos corações e lares, agora e ao longo do Novo Ano.


Assim seja!
Márian