terça-feira, 2 de junho de 2009


KARMA FAMILIAR – UMA PROVA DE AMOR

Acho que a maioria de nós algum dia já se viu no meio de uma reunião familiar e se sentiu como um “estranho no ninho” não é mesmo? Ao olhar ao redor nos perguntamos por que nascemos em uma família tão estranha, que não tem nada a ver conosco, onde as pessoas têm idéias e comportamentos muito diferentes dos nossos causando um tremendo desconforto social?

Todos nós temos na família relacionamentos amorosos e outros extremamente conflituosos, competitivos, desgastantes e frustrantes. É realmente difícil compreender como pessoas que têm a mesma criação ou que têm laços de sangue possam ser tão diferentes.
Bem, a resposta por mais inacreditável que seja é que estamos exatamente no lugar certo e com as pessoas certas para vivenciarmos a nossa experiência evolutiva aqui neste plano.

Todos os nossos relacionamentos, principalmente os familiares são atraídos por nós para que possamos resgatar o nosso Karma através da compreensão do que é o Amor em toda a sua complexidade. Na verdade a lei da ação e reação, o Karma, é infalível e o universo está sempre nos dando oportunidades para resgatarmos as nossas pendências espirituais. Atos do passado e de outras vidas emergem para que sejam compreendidos em profundidade e então possamos prosseguir para níveis mais elevados de aprendizado. É justamente na família, nos entes mais próximos é que estão concentrados estes eventos.

É importante entender que é sempre a lei do Amor que materializa o encontro entre as pessoas com relacionamentos difíceis, fazendo com que inimigos espirituais encarnem como parentes próximos para que possam se libertar de sentimentos baixos como o ódio, o ciúme, a inveja, entre outros. A idéia é que os laços fraternos ajudem a superar as diferenças entre essas pessoas, lembrando a elas que precisam se amar em vez de se odiar. Geralmente o relacionamento entre pais e filhos, irmãos e irmãs, são os maiores desafios.

O mais importante não é saber se o motivo da rivalidade foi um crime em uma vida passada, mas qual a lição a ser aprendida no presente, pois tudo o que fizemos está refletido no aqui - agora. É preciso meditar, aprofundar com coragem nas questões, sem medo de enxergar as próprias limitações e imperfeições, e fazer uma avaliação impessoal para se encontrar a verdade.

Normalmente a dificuldade maior em assimilar este aprendizado está na falta de humildade em ouvir o outro, em aceitar as suas idéias e desejos, fazendo com que a convivencia entre as pessoas se torne um verdadeiro martírio.

Um primeiro pensamento que ajuda a mudar essa história é entender que cada pessoa tem características próprias adquiridas durante as suas várias experiências terrestres e, portanto não é igual a mais ninguém. Precisamos entender que cada um tem um ritmo próprio, um caminho pessoal e uma hora certa para despertar para a sua luz interior. Portanto, é preciso muita paciência e principalmente “aceitação” do outro como um verdadeiro irmão em espírito. As pessoas estão em níveis e graus diferentes de evolução e, portanto nem todos ainda têm a capacidade de reconhecer os próprios erros e força de vontade para realizar a mudança.

Se a causa e o aprendizado de cada relacionamento não forem descobertos, vamos ficar atrelados aos nossos desafetos, nos desgastando com o sofrimento, estancados no mesmo lugar, repetindo os mesmos erros do passado. A libertação só virá quando aprendermos a lição, reconhecermos que talvez as falhas sejam nossas, modificarmos o nosso comportamento, sanarmos as nossas dívidas, perdoarmos de forma efetiva os nossos próprios erros e os dos outros também.

E atenção, é preciso fazer um esforço para que tudo seja esclarecido e que todas as partes tenham uma compreensão do aprendizado. Os que conseguirem compreender devem tentar abrir os olhos daqueles que tem dificuldades para enxergar, entretanto, não podem exigir que compreendam, pois como foi dito antes, cada um tem o seu momento de despertar.

No final, mesmo que a outra parte não assimile o aprendizado, aquele que conseguir resgatar o seu karma, compreendendo-o com humildade e aceitação estará livre para deixar a convivência difícil e se encaminhar para novas experiências menos densas. Atentem que, se nos afastarmos antes de compreendermos e resolvermos a situação volta e meia estaremos sendo colocados frente a frente às mesmas situações e pessoas.

No Amor e na Luz,

Namastê,

Márian