sábado, 27 de novembro de 2010


ARREPENDIMENTO E PERDÃO
 
Fala-se muito em perdão, mas precisamos falar em arrependimento também, pois uma coisa está diretamente ligada à outra. É impossível acontecer o perdão sem que haja o arrependimento sincero. Não digo apenas o perdão de uma pessoa para com outra, mas o perdão de sua Consciência Superior para com o seu próprio Ser. A pessoa que não se arrepende sinceramente fica angustiada pela culpa enquanto não reconhece o próprio erro, e isso é um verdadeiro martírio, uma condenação às trevas da ignorância de Si Mesmo.


Temos ouvido muito por aí a seguinte frase: "Eu não me arrependo de nada nesta vida". Isso de fato sugere arrogância e falta de comprometimento com a Harmonia Universal.


Precisamos meditar muito sobre o verdadeiro significado do arrependimento e do perdão. Por trás destas palavras tão nobres existe uma outra tão nobre quanto elas, a HUMILDADE.


Precisamos reconhecer que estamos aqui para aprender e nos tornarmos seres melhores, portanto é preciso reconhecer que não sabemos tudo e que somos passíveis de cometermos erros. Não existe aquele ditado "errar é humano"? Nós seres humanos escolhemos aprender assim - passo após passo, escolha após escolha, conseqüência após conseqüência. A experiência gera consciência e o erro deve ser visto como uma lição a ser aprendida para que possa gerar acertos.


Meditando sobre isso, pode ser que por trás das pessoas que têm dificuldade para reconhecer seus erros, exista na verdade, um complexo de inferioridade ou baixa auto-estima que as faz pensar que reconhecendo seus erros estarão demonstrando fraqueza. Na verdade, reconhecer o erro não faz com que a pessoa seja considerada inferior, pelo contrário, o arrependimento tem um valor enorme para a espiritualidade, tanto quanto o perdão. Quando a pessoa reconhece que estava envolvida pelas trevas e se arrepende é muito valioso para a Luz.


Nós como seres divinos que somos, precisamos investigar os nossos atos e se houver erro, devemos reconhecê-lo humildemente, pedindo perdão e demostrando arrependimento sincero, assumindo a responsabilidade pelas conseqüências dos nossos atos. Assim estaremos contribuindo para que a Harmonia Universal seja restabelecida, pois sabemos que quando desestruturamos algo ou ferimos alguém estamos causando desequilíbrio ao Todo.


É claro que devemos perdoar sempre, compreendendo que os erros cometidos advêm da falta de consciência de Unidade e do não conhecimento de como o erro afeta outra pessoa e ao Todo, mas isso não quer dizer que aprovamos o comportamento de quem erra. Precisamos advertir essa pessoa do seu erro mostrando a ela como isso causou dor e desarmonia. É preciso que ela assuma que errou e se arrependa sinceramente, e não cometa mais os mesmos erros. Se não formos firmes com essas pessoas, só estaremos colaborando para que elas permaneçam no erro.


Existem pessoas que estão sempre se repetindo e caindo no mesmo buraco. Elas precisam entender que não adianta pedir perdão da boca prá fora só para escapar das conseqüências, é preciso assumir o erro e repará-lo. Conheço alguém que vive pedindo para que se passe uma borracha em cima do que ela fez apenas para não assumir a responsabilidade sobre os seus atos. Logo depois lá está ela repetindo os mesmos erros.


É preciso que haja desprendimento e humildade de ambas as partes, do culpado e da vítima. E pelo o que eu tenho visto talvez para algumas pessoas seja mais fácil perdoar do que se redimir, pois elas não querem admitir o erro, estão cheias de orgulho e se acham donas da verdade. Elas relutam em enxergar as suas próprias sombras, sentimentos baixos que carregam dentro de si justificando os seus erros e responsabilizando outras pessoas por suas escolhas insensatas.


Aqui cabe um parêntese (Muitos dizem que a VERDADE depende do ponto de vista e da cabeça de cada um, mas a VERDADE É ÚNICA. É ou NÃO É. Não existe meia verdade, a VERDADE não é dúbia, ela é sempre clara e absoluta). A VERDADE (LUZ) é a base para que a HARMONIA UNIVERSAL prevaleça. Existem diferentes níveis de entendimento da VERDADE de acordo com a evolução de cada um, mas a VERDADE é única.


Mas voltando à questão do arrependimento, não há nada melhor do que livrar-se do peso da culpa, liberando o sentimento do perdão a si mesmo, descobrindo que o erro faz parte do aprendizado e que ao reconhecermos o erro e nos redimirmos estaremos dando um grande passo não só em direção à Paz interna, mas à externa também.


Redimir significa adotar um novo comportamento e pagar pelo erro. O pedir perdão não exime o culpado do erro, mas sim a sua nova postura diante da vida e o seu firme propósito de não errar mais.


Namastê,


Márian

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

 
A CAUSA DO APEGO E A PRÁTICA DO DESAPEGO



Sempre ouvimos dizer que precisamos nos desapegar para seguir adiante no caminho espiritual. O que acontece é que às vezes ficamos confusos pois nem sempre sabemos a que somos apegados e o que podemos fazer para nos desapegar.

Antes de partirmos para a prática do desapego precisamos conhecer as causas do apego. Se nos aprofundarmos nessa questão descobriremos que ele está relacionado à insegurança, à baixa auto-estima e aos desejos de possuir e controlar.

O apego à matéria é o mais fácil ser detectado. Podemos distingui-lo quando a pessoa tem dificuldade em dividir bens materiais e também em se desfazer daquilo que não é necessário. Esse apego tem origem no instinto primário de sobrevivência e dependendo do meio no qual a pessoa vive e foi criada, pode ser difícil de ser vencido. Nesse caso as pessoas acreditam que só serão felizes se possuírem isso ou aquilo e infelizmente acabam comprando coisas que nem sempre são úteis ou necessárias. O pior é que elas nem se questionam se precisam mesmo comprar; querem apenas possuir, possuir, possuir.

Para nos desapegarmos da matéria é preciso entender que não precisamos possuir coisas para alcançarmos a felicidade, pois ela é um estado de espírito e é conquistada através do encontro com si mesmo, quando conseguimos resolver todos os conflitos e nos entregamos à Vontade Divina. É preciso acreditar que tudo aquilo que precisamos para o nosso crescimento e conforto será providenciado pelo Cosmos. Isso realmente exige um certo grau de desprendimento, de fé, acreditar plenamente na Providência Divina. Esse desprendimento vem da conscientização da união que temos com a Fonte Divina Original, que nos supre em todos os níveis, seja material ou espiritual.

Existe também o apego às emoções e sentimentos que estão ligados aos sentidos físicos, aos desejos de prazer e de felicidade ilusórios. Esse apego está ligado aos vícios e ao apego que temos às pessoas. Em relação às pessoas que amamos, queremos tê-las sempre ao nosso lado às vezes sob o nosso controle e posse. Nesse caso o amor se confunde com apego.

Precisamos entender que ninguém é dono de ninguém, que cada um é dono do seu próprio nariz e deve ter a oportunidade de fazer suas próprias escolhas, viver a sua própria vida, fazer as suas descobertas e conquistar as suas próprias vitórias ou até mesmo derrotas. Não podemos ter tudo sob o nosso controle, ok? Esse apego pode revelar também o medo da solidão, medo de estarmos sozinhos com nós mesmos. Talvez seja o medo de enxergar as nossas próprias sombras e descobrirmos que o que realmente nos aflige são as nossas limitações e defeitos.

Já o apego aos vícios vem da insatisfação consigo mesmo e com o mundo, da baixa auto-estima, da crença ilusória na incapacidade de realizar algo ou de conquistar um lugar no mundo. Isso resulta em dependência de algo que traga uma satisfação superficial e imediata, mas que logo depois se dissipa. Na verdade o vício é uma fuga de si mesmo. Para trabalhar esse apego antes de mais nada é preciso reconquistar o valor próprio e isso depende não só do apegado mas também do meio em que ele vive. É o desapego praticado pela família do viciado, da comunidade envolvida, pois implica na fé no indivíduo, na sua capacidade de vencer o vício e também na disposição de ajudar a pessoa a se ver livre do vício.

Por último vem o mais difícil de ser detectado, que é o apego ao ego. Apego a idéias, conceitos e crenças que fomos adquirindo ou construindo durante a vida. Na verdade formamos a nossa personalidade de acordo com aquilo que acreditamos que vai impressionar os outros ou a nós mesmos. Criamos máscaras e personagens, quase míticos para conquistarmos o nosso espaço neste grande palco da vida. O pior é que nem sempre essas figuras dramáticas expressam a verdade sobre nós mesmos, são meras caricaturas, máscaras grotescas que escondem o nosso verdadeiro rosto, a nossa verdadeira alma.

Na verdade, falta-nos coragem para nos desapegar daquilo que acreditamos ser o nosso verdadeiro Eu, dos aspectos inferiores da nossa personalidade. Temos medo de encarar as nossas próprias falhas, os nossos limites. Precisamos entender que as sombras existem, precisamos apenas reconhecê-las para espantá-las para bem longe. Precisamos também acreditar no nosso potencial e na nossa capacidade de vencer.

Diante do exposto, entendemos que os apegos são causados pela ilusão na matéria, nos sentidos físicos, e no nosso ego que nos impulsiona a desejar uma falsa felicidade. Portanto, apego e desejos do ego estão intimamente ligados.

Para nos libertarmos do apego precisamos nos conscientizar de que o ser humano é a mais linda expressão da criação divina, que a Consciência Crística é inata em nós, ou seja, a sabedoria para lidar com as nossas questões do dia a dia está dentro de nós. Precisamos apenas descobrir a nossa verdadeira face iluminada pela Luz Compassiva do Amor, nos entregando de vez à Vontade Divina.

A única coisa que precisamos para ser felizes é sermos fiéis ao nosso Eu Superior. Precisamos SER e não TER.

Namastê,

Márian

segunda-feira, 1 de novembro de 2010



Dia 22 de outubro de 2010
Amados,

Como querem penetrar em um novo plano se ainda sofrem em ter que abandonar crenças e conceitos antigos que já não os servem mais. Pedras brutas precisam ser lapidadas. Sois como sóis radiantes de luz e ainda teimam em deixar as sombras obscurecerem o vosso brilho.

A paciência para com os vossos irmãos é um trabalho incansável que deveis fazer sempre. Não deixem a caridade de lado, este é um trabalho mais do que importante.

Muitos já podem ver ao longe os sinais do novo tempo, os seus olhos estão se abrindo pouco a pouco. O novo tempo está aí, é um tempo de alegria e renovação, mas é preciso se decidir já pela transmutação de tudo o que é nebuloso em Luz.

Deixem para trás o seu passado de lutas para entrar no novo tempo de paz, onde todos poderão se dar as mãos sem se preocupar com as diferenças. Luz radiante e Amor devem ser as suas ferramentas de trabalho. Vocês, trabalhadores da Luz estão perto de ver os seus sonhos se materializarem.

Nós somos companheiros milenares e é com imensa alegria que os saudamos, mas pedimos que acelerem os vossos passos, pois o tempo urge. As mudanças planetárias virão inevitavelmente e vocês precisam estar prontos. Estamos pouco a pouco nos mostrando e dentro em breve terão mais notícias a nosso respeito. Naves de luz pairam nos céus fazendo movimentos inegavelmente dirigidos, portanto a verdade mais cedo ou mais tarde será revelada.

Queremos andar lado a lado com vocês e este tempo está muito próximo. A cada dia que passa mais eventos inexoráveis acontecem deixando claro para onde estão se dirigindo como seres humanos e esse é o sinal para que nos aproximemos. Viemos acompanhando a sua escalada e podemos dizer que o tempo da ascensão chegou, definitivamente chegou.

As sombras estão perdendo terreno e já não tem mais forças para se recuperar. De nada adiantarão os seus esforços, pois seu veneno se espalhou pelo seu próprio organismo e agora nenhum antídoto fará efeito.

Aqueles que ainda pensam em dominar e ter lucros utilizando a inocência alheia podem perder as esperanças, pois tudo irá ruir bem antes do que imaginam. Já aqueles que trabalharam para a Luz, que se transmutaram com o fogo interno e fizeram caridade, estão às portas do paraíso.

Aguardem com otimismo os novos tempos e de uma vez por todas façam as transformações que ainda restam.

Dentro em breve tudo será claro como nunca antes foi e nós juntos poderemos compartilhar o mesmo espaço, vivenciando a União e a Paz.

Somos da Luz, e a irradiamos para todos vocês!

Amor sempre Amor.

por Márian


AGUARDANDO O TEMPO DE DESPERTAR DO OUTRO


Um problema que afeta muitos de nós é a ansiedade em relação ao tempo de despertar das pessoas que amamos. O nosso maior desejo é que elas acertem nas suas escolhas e não se percam por caminhos sombrios. Ansiamos de verdade que elas estejam no mesmo nível de entendimento que o nosso para que possamos seguir a caminhada juntos, compartilhando cada descoberta, não é mesmo?

Realmente é desanimador quando percebemos que alguém que amamos muito não consegue entender o que estamos querendo dizer. Quando isso acontece, sentimos uma desesperança total, pois ao mesmo tempo em que temos uma vontade enorme de seguir o nosso caminho, nos sentimos meio que paralisados, pois não queremos deixar o outro para trás.

O que fazer diante dessa situação?

Antes de tudo, precisamos aceitar o momento de cada um e entender que em algum momento eles irão despertar. Devemos respeitar o seu processo evolutivo e ajudar de forma sutil, sem imposições para que não se criem conflitos ainda maiores.

A forma mais eficaz de ajudá-los é através do nosso exemplo, compartilhando o nosso conhecimento e a nossa experiência, sem impor o nosso pensar. Durante o nosso aprendizado compreendemos que a luz que recebemos vem para ser compartilhada com aqueles que estão à espera de respostas para as suas dúvidas. Portanto, aqueles que já têm algum conhecimento espiritual devem estar atentos e abertos para ajudar, pois muitas vezes as pessoas não sabem bem a causa da sua angústia e nem sabem como pedir ajuda.

Os nossos instrutores dizem que precisamos observar com o coração e em meditação perguntar ao Amor Divino o que deve ser dito ou feito para ajudar aquela pessoa, acreditem, ele sempre nos dará a resposta certa. Orar em conjunto com os nossos amados também ajuda, pois a oração eleva as vibrações, trazendo a harmonia necessária para esclarecer os conflitos que precisam ser apaziguados. 

Outra coisa muito importante, não podemos simplesmente abandonar os que se perderam ou se desviaram, nem mesmo perder a paciência com aqueles que nos fazem querer desistir do caminho. A espiritualidade nos diz que “às vezes precisamos parar a nossa caminhada e aguardar os que ainda não despertaram. Devemos aprender a doar de nós mesmos por amor aos nossos e aguardar a melhor hora de seguir adiante”. Devemos seguir o exemplo dos mestres que mesmo depois de se libertarem da roda das encarnações, retornam ao mundo material para doarem-se em benefício de todos. 

Sabemos que se existe amor a convivência deve ser construtiva e não destrutiva e separadora. Não podemos deixar que o nosso ego tome decisões egoístas, mas sim deixar que o nosso Eu Superior, a Presença Divina em nós, decida qual é a melhor resposta para as nossas questões.

Se amamos alguém verdadeiramente devemos estar sempre ao seu lado para que quando essa pessoa cair possamos ajudá-la a se levantar, isso é serviço, é amar sem condições. Precisamos entender que é na família que estão os nossos maiores desafios, portanto não devemos desanimar diante das provas de convivência que nos são apresentadas.

Na verdade, quando assumimos a responsabilidade sobre os nossos amados e aparentemente paramos a nossa caminhada, não interrompemos o nosso processo interno, pois ele não depende das pessoas que nos cercam e nem do ambiente onde estamos, ele acontece porque tomamos consciência de algo e mudamos de forma positiva a nossa atitude diante da vida.

Podemos estar certos então que não iremos perder o passo, pois como os nossos amigos universais dizem: “aqueles que vêm da Luz serão iluminados sempre”. Agindo de acordo com as Leis Universais, como a Lei da Doação, é certo que a Luz nos acompanhará sempre e nos ajudará a tomar decisões sempre livres e evolutivas.

A missão dos trabalhadores da Luz é refletir constantemente o Amor Universal e este é pura doação. Se doarmos de nós mesmos sem esperarmos nenhuma compensação e vivermos de acordo com as Virtudes Divinas e os valores espirituais poderemos dissolver o nosso Karma. Isto é, superar o Karma através do Dharma.

Namastê,

Márian