segunda-feira, 12 de setembro de 2011


RENUNCIAR AO EGO

Renunciar conscientemente não é sinal de fraqueza, mas de bom senso.

A Renúncia Maior é aquela quando nos entregamos à Vontade Divina, mas existem também renúncias menores em nossas situações cotidianas.

Seja no trabalho ou nos relacionamentos afetivos, sempre surgem circunstâncias onde alguém ao se posicionar sobre determinado assunto bate de frente com o pensamento do outro. Aí quando não existe consenso e um quer se sobrepor ao outro com as suas argumentações, tudo caminha para a desarmonia. Isso pode se tornar um stress danado, um disse me disse, um blá, blá, blá sem fim ou ainda pior, o término de relações que poderiam ser maravilhosas se não fosse pelo orgulhoso ego de alguns.

O que precisamos entender é que nem sempre vale a pena provar que estamos certos, isso pode ser um desgaste muito grande que não vai dar em nada, pois nem sempre o outro alcança o que estamos querendo dizer.  Se temos consciência que estamos certos, mas o outro ainda não compreende o que estamos falando, deixa pra lá... um dia quem sabe ele vai entender. Talvez um dia ele vá abrir os olhos e enxergar que você tinha razão, todo mundo um dia desperta, não importa quando. E isso não deve importar mesmo, talvez ele também não entenda nunca, e isso aqui não conta, o que conta é o exercício da renúncia.

Estar sempre com a razão cria tensões e desafetos. É preciso aprender a ouvir o que o outro tem a dizer, pois às vezes somos nós que ainda não enxergamos com nitidez e o outro é que está com a razão. Já pensou nisso? Talvez seja você quem está errado...

Estar sempre com a razão é coisa de ego. No fundo é autoafirmação, uma necessidade de se identificar com algo e também a necessidade da aprovação dos outros. Acredita-se que só será alguém se conseguir provar ao outro a sua existência através da afirmação de idéias sejam elas quais forem.

Na verdade, precisamos ser ouvintes atentos do outro e principalmente do nosso interior, em vez de falantes convictos de idéias que nem sempre são pesquisadas com profundidade.  Às vezes ouvimos dizer algo, mas não nos aprofundamos e tomamos isso como verdade, sendo que não fizemos nenhum esforço para descobrirmos se isso tem mesmo fundamento ou não.

Então, nada como o silêncio para termos uma visão clara das respostas que estamos buscando. Ficar calado, observando, meditando... Precisamos aceitar que estamos caminhando, aprendendo e que todos são mestres uns dos outros, que ninguém é dono da verdade. Que não deixaremos de ser quem somos se não nos afirmarmos para as outras pessoas.

Na realidade ceder é um exercício e tanto e nos aproxima ainda mais da liberdade interior. Quando cedemos com consciência sabemos que estamos conquistando um pouco mais de paz, não querendo provar nada e nem esperando a aceitação dos outros, tentando conviver com harmonia respeitando o pensamento e a caminhada do outro.

Não é sofrimento nenhum para alguém que está conectado com o Bem Maior desistir de uma idéia em benefício da harmonia.

Isso não quer dizer que você deve abandonar internamente aquilo que já se confirmou como verdade. O que queremos dizer é que não precisa afirmar o que pensa para aqueles que ainda não conseguem enxergar. Deixe que eles sigam as suas próprias idéias e descubram por si mesmos se estão certos ou errados.

O exercício proposto pela espiritualidade aqui é a renúncia ao ego, a sermos flexíveis sempre. A nos tornarmos pacificadores irradiando sempre a harmonia. 


Relaxe...

Namastê,

Márian