quarta-feira, 2 de novembro de 2011


A MORTE NÃO É O FIM


Ter medo da morte ou sofrer pela morte de alguém é mais do que natural. 

Como a maioria de nós não tem acesso a outras dimensões é natural ter medo daquilo que não se conhece, que não se pode ver e nem sentir. Mesmo que o assunto seja bastante discutido hoje em dia, com filmes, livros e que também muitas experiências científicas estejam confirmando aquilo que algumas filosofias e religiões dizem, isto é, que existe vida além da morte, muitas pessoas ainda têm medo e dificuldades para lidar com isso.

Na verdade é o apego que criamos em relação às pessoas e aos nossos sentidos que nos tornam frágeis diante da morte e apesar de ouvirmos dizer sempre que somos eternos e que a morte na realidade não existe, nos sentimos vulneráveis e temerosos diante dela.

Para que a nossa dor seja amenizada e o medo superado, precisamos tomar consciência que a morte é apenas uma etapa do nosso processo evolutivo, uma passagem para outro plano assim como nascer. Nascemos e morremos muitas vezes, quantas vezes forem necessárias para nos libertarmos da roda das encarnações, evoluirmos e nos libertarmos da ignorância e dos karmas criados por nós mesmos.

Estamos encarnados aqui no plano físico, envolvidos por emoções e sentimentos tanto positivos quanto negativos, criamos tanto laços de amor e fraternidade como também de ódio e inimizade. Temos também dúvidas e anseios, alegrias e tristezas. Todos esses sentimentos e desejos se transformam em apegos, pois na verdade não queremos nos separar de quem amamos, não queremos abandonar os nossos projetos e nem deixar de sentir os prazeres que os nossos sentidos nos proporcionam e, além disso, existem pessoas que se apegam até mesmo ao sofrimento.

Esses apegos nos enfraquecem e nos levam a ter medo de perder a vida, na verdade temos apego inconsciente aos nossos sentidos físicos. Os sentidos da visão, olfato, tato, paladar e audição são a nossa ligação com o mundo. Através dos sentidos experimentamos o prazer e também a dor que estão intimamente ligados à nossa sobrevivência material e também ao nosso aprendizado como seres humanos.

Todos os sentidos são importantes para a compreensão do nosso caminho, mas não podemos nos deixar distrair por eles. Eles são instrumentos para o nosso crescimento, não são a nossa verdadeira fonte de sustento. É preciso entender que o objetivo daquele que busca é ir se voltando para dentro de si, se interiorizando e ao mesmo tempo se desligando dos sentidos que o ligam ao exterior. O objetivo da evolução é a libertação em todos os níveis.

Além disso, deve-se ter plena consciência da Eternidade e da Unidade. Outra coisa importante é que o sentimento que se deve nutrir pelas pessoas é o Amor Verdadeiro, de alma para alma, aquele que extrapola o plano físico. É preciso acreditar que não há limites para o Amor e que os nossos entes queridos estarão ligados a nós para sempre.

Uma vez há alguns anos atrás quando sofri uma perda muito grande os meus orientadores ao me consolarem me disseram uma frase que trouxe para a minha alma um alívio profundo e praticamente imediato. Eles disseram: “A dor da partida é a certeza de um novo reencontro”. Entendi então que os laços de Amor não se desfazem com a morte e estaremos sempre nos encontrando por vidas e vidas com os nossos afetos...

É o Amor, o desejo de compartilhar que nos impulsiona pela eternidade.

Namastê,

Márian


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