sábado, 16 de novembro de 2013




A VERDADEIRA CURA

A palavra cura vem do latim e tinha inicialmente o sentido de cuidado, atenção, diligência e zelo. Era empregado o verbo curo, curare, com o significado de 'cuidar de', 'olhar por', 'dar atenção a', 'tratar’.
A mudança de significado decorreu do fato de que a cura, no sentido de tratamento, na maioria das vezes, modifica o curso da doença e restabelece a saúde do enfermo. Assim, cura passou a significar também o restabelecimento da saúde, a volta ao estado sadio, e esta nova definição prevaleceu sobre a inicial no entendimento geral e no próprio vocabulário médico. (wikipedia)
Portanto, curar pode ser empregado tanto no sentido de tratar, cuidar de, como no sentido de debelar uma enfermidade, de restituir a saúde, de sarar.
Bem, mas o que queremos abordar aqui não é somente a cura do corpo físico, mas a verdadeira cura, a cura do SER integralmente, em todos os seus níveis.
Na verdade, a cura completa significa o fim de todo o sofrimento e dor, seja físico, mental ou emocional, e isso só acontece quando resgatamos a nossa verdadeira identidade despertando da ilusão da separatividade, compreendendo o nosso ser e sua jornada.
O processo de cura integral é o mesmo do autoconhecimento, isto é, à medida em que vamos nos conhecendo melhor, os nossos conflitos vão sendo pacificados e a dores causadas pelas feridas das batalhas internas vão sendo amenizadas. A verdadeira cura ocorre quando descobrimos as raízes do nosso sofrimento, quando entendemos que isto é causado por nossos apegos à personalidade, ao nosso ego, à desejos, ideias, crenças e preconceitos. Ao desejo de controlar, de possuir, à ilusão de ser alguém além de si mesmo.
Mas não devemos nos sentir culpados ou envergonhados por termos esses sentimentos, pois isso faz parte do nosso aprendizado. Somos inconscientes que na nossa essência somos perfeitos, portanto imaturos espiritualmente falando, inexperientes. É somente através da vida, da experiência, que alcançamos o entendimento de nós mesmos e do mundo. É através do autoconhecimento que vamos resgatando os princípios espirituais e as virtudes divinas esquecidas ou desvalorizadas. Na verdade, todas as experiências vividas se forem bem aproveitadas resultarão em vitória, ou seja, em cura.
Um dos fatores que mais atrapalha a nossa cura é a arrogância, infelizmente achamos que a personalidade que criamos para nós é perfeita, não paramos para ouvir ou acatar a experiência alheia como aprendizado, não aceitamos diferenças e nem nos esforçamos para silenciar a mente e escutar o nosso verdadeiro Eu, aquele que realmente tem todas as respostas e sabe qual a direção correta que devemos tomar.
Por isso, até que recuperemos a memória de quem somos realmente, a dor ainda será o meio mais primário de alcançar o entendimento e despertar para a Luz. Enquanto teimarmos em questões menores como a ira, a inveja, o ciúme, a ambição desmedida e outros sentimentos de baixa vibração, estaremos sujeitos ao sofrimento. Até que apaziguemos o nosso coração e aceitemos que o Amor é que deve comandar o nosso Ser, ainda seremos suplantados pela dor...
Mas chegará o momento em que através da investigação profunda e do despertar espiritual, nos depararemos com as causas das nossas doenças e nos libertaremos de todo o sofrimento. A conscientização do nosso verdadeiro Eu, aquele que é eterno, imutável e incorruptível pela morte, nos trará harmonia e plena paz.
Ocorrendo a verdadeira cura, ou melhor dizendo, o reconhecimento de que somos pura consciência, não sentiremos mais ansiedades em relação ao corpo físico. Compreenderemos a dor como oportunidade de aprendizado e não sofreremos mais por isso. Mesmo sabendo que devemos cuidar do nosso corpo, pois ele também faz parte da nossa consciência e tem um papel importante como instrumento pelo qual experimentamos a vida e nos libertamos da ignorância, não teremos mais nenhum apego a ele. Entenderemos que mesmo que a cura do corpo físico não seja alcançada, espiritualmente estaremos curados integralmente.

Márian

N.A - A cura verdadeira é alcançada pela própria pessoa, o terapeuta atua apenas como intermediário no processo ajudando a pessoa a se encontrar, a enxergar-se, a resgatar a sua essência, o seu verdadeiro EU.